
Vista da torre da Igreja Matriz que desabou na enchente (foto: Murilo Mattos/ www.webventure.com.br)
Durante as chuvas que devastaram a cidade de São Luis do Paraitinga (SP), o grupo do Rafting Brasil se uniu para ajudar os moradores da cidade e contou com ajuda de bombeiros, policiais, monitores do esporte e cidadãos. João Eduardo do Espírito Santo acompanhou desde o início da enchente e relatou os momentos de ajuda e de ver sua cidade sendo destruída.
João é instrutor de rafting e logo que recebeu a notícia que a cidade estava sendo alagada, reuniu operadores da Montanas, Cia de Rafting e da Paraitingas Rafting para ajudá-lo. Não foi a primeira vez que o monitor cooperou durante enchentes na região.
No dia 1° de janeiro, feriado, estava na minha casa, onde guardo alguns equipamentos. Por volta das 10h, o Barbosa, do famoso Bloco do Barbosa me chamou em casa, avisando que o rio estava subindo rapidamente. Sabia que estava uma rua alagada, que já foi motivo de alarme. Providenciamos alguns equipamentos, contamos com a ajuda de algumas pessoas, guias de rafting e dois bombeiros que estavam por perto, relembrou.
Aos poucos, várias pessoas se mobilizavam para ajudar e 14 botes estavam operando na cidade, que recebia chamados na base policial no Centro Histórico. O único meio para ficar na cidade era com barco, ficamos ilhados. A noite, os trabalhos se intensificaram e não houve nenhum caso de afogamento, morte apenas uma por conta de um deslizamento de terra, disse Eduardo.
Toda a operação foi acompanhada pela mídia, pois graças ao empenho dos voluntários, muitas vidas foram salvas. Contamos com ajuda de pessoas que conhecem a cidade, e sabiam para onde deveríamos ir, além isso, tivemos sorte e o conhecimento de rafting para nos guiar, declarou.
Ajudas – O apoio a São Luis do Paraitinga foi imediato e doações foram iniciadas. Como não podia estar lá presente, comecei a pensar no que fazer pra poder ajudá-los, eu via que os endereços de doações só constavam cidades do Vale do Paraíba. Então falei com meu irmão e decidimos abrir imediatamente o nosso site para pedir doações e coloquei os meus telefones e o meu endereço no site. O resultado disso foi muito gratificante, declarou Roberto Campos, um dos primeiros instrutores da Cia de Rafting.
Em pouco menos de um mês, os moradores já tinham mantimentos e contavam com estoques para tentar reabrir os negócios. A principal ajuda que as pessoas podem dar, além de coisas pontuais, é a visita das pessoas. São Luis do Paraitinga continua sendo uma cidade histórica, mas precisamos de visitas, de movimentação. Estimular o mercado e gerar renda. As pessoas vão querer acompanhar a reconstrução da cidade e é natural isso acontecer, afirmou João.
Sobre as atividades no Rio Paraibuna, a Cia de Rafting retoma as atividades no dia 30 deste mês e, mesmo com avarias, já receberá grupos para a descida do rio. Alguns botes ficaram estragados, coletes também, mas dia 30 já vamos levar grupos para o rafting, estaremos abertos. Estamos recebendo materiais de construção, pois perdemos tudo mesmo, nossa sede ruiu. Contamos com a ajuda da ABETA também. A procura já está grande, concluiu.
Este texto foi escrito por: Bruna Didario
Last modified: janeiro 25, 2010