O engenheiro paulistano Cid Ferrari enfrentará o último desafio de seu Projeto Sete Cumes, que inclui as sete montanhas mais altas e desafiadoras de cada região do mundo.
Esta será a terceira vez que o aventureiro tentará escalar o Everest, que tem impressionantes 8.848 metros de altitude. Em 2011, Cid sofreu um acidente vascular no pé esquerdo e precisou interromper a escalada quando já estava a cerca de sete mil metros o que o forçou a deixar a aventura a bordo de um helicóptero. O meu pé não está zerado. Então todo cuidado é pouco, tenho que usar mais meias, por exemplo (risos), conta Cid. Na segunda tentativa, em 2014, sua expedição foi interrompida por uma forte avalanche que atingiu a região, matando diversas pessoas.
Essas aventuras só trazem ainda mais sabor ao feito que Cid está prestes a realizar. O montanhista já tem na bagagem as conquistas dos montes Kilimanjaro (Tanzânia), Elbrus (Rússia), McKinley (Alasca), Vinson (Antártica), Aconcágua (Argentina), Cartensz (Indonésia), Kosciuszko (Austrália), pequeno Alpamayo e Huayna Potosi Potossi (Bolívia), Cotopaxi (Equador), Valhuna (Peru), Lascar e Licancabur (estes dois na fronteira entre o Chile e a Bolívia).
A experiência em todas essas montanhas o ajudam a enfrentar a maior de todas. Escalar outras montanhas ajudou muito, pois cada uma tem a sua particularidade. Por exemplo, no Alaska, no retorno do cume, pegamos uma tremenda tempestade. Isto nos credenciou a estar preparado para momentos difíceis, afirma.
Após o forte terremoto que atingiu a região em 2015, Cid chegou ao Nepal e encontrou um país em reconstrução. As praças principais estão sendo construídas. Várias iniciativas foram feitas, além de a região ter contado com a ajuda externa de empresas de outros países eu inclusive colaborei, o Manoel Morgado também ajudou. Mas tem muito a fazer ainda.
Para se preparar para as expedições, Cid foi treinado por Úrsulla Pereira, personal trainer, e pela equipe La4Fit. Além disso, fez fisioterapia com os profissionais Maria e Carlos Roberto Mó e contou com o apoio do experiente casal de alpinistas Paulo e Helena Coelho. Acordava todo dia às 4h40 e fazia em média duas horas de treino, com caminhadas e subidas de escada. Em muitos finais de semana subia o Pico do Jaraguá também. Nesse meio tempo também fez algumas viagens para o Atacama, no Chile, onde escalou quatro vulcões, Nova Zelândia e Equador.
Quando chegar ao cume do Everest, o montanhista terá completado o Projeto Sete Cumes. Mas seus planos não param por aí. Se tudo der certo aqui no Everest, vou caminhar para o polo norte e sul a pé.
Este texto foi escrito por: Isabela Rios
Last modified: fevereiro 25, 2017