
Fabrício Marchesi pilotou por 12 anos no motocross. (foto: Theo Ribeiro/Webventure)
Depois de uma adaptação incrivelmente rápida aos ralis, o piloto goiano Fabrício Marchesi desponta no cenário nacional como um dos principais candidatos à vitória no Rally do Petróleo, marcado para acontecer entre os dias 7 e 9 de maio, em Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro.
Aos 34 anos de idade, Fabrício se dedicou ao motocross durante quase 12 anos e só começou a disputar ralis em 2003. Minha primeira prova de rali foi a dos Sertões, no ano passado. Mesmo tendo vários problemas com a moto, acabei ficando em quarto lugar, e me animei.
A animação dele se transformou em preocupação para os adversários. Tanto é que Fabrício Marchesi venceu com relativa tranqüilidade a primeira grande prova deste ano, o Rally Rota Sul. Andei muito bem lá no Sul. Numa especial, cheguei a colocar cinco minutos de vantagem para o Jean Azevedo, relembra o goiano, satisfeito pela vantagem obtida sobre o tricampeão brasileiro.
Depois da surpreendente vitória no Rota Sul, Fabrício tem planos ousados para sua nova carreira de piloto de rali. Quero entrar para vencer todas as provas que disputar a partir de agora. Começando pelo Rally do Petróleo, e já pensando no Rally dos Sertões.
Adaptação – Piloto mediano no motocross, Fabrício Marchesi deu um salto de qualidade desde que optou por correr ralis. Qual o motivo para essa mudança? Acho que o estilo do rali se encaixou mais com o meu perfil de piloto, explica.
As provas de rali não exigem tanta explosão muscular e o que vale mais é a resistência física, acrescenta Fabrício, que confessa ter se desgastado com a rotina puxada do motocross. Era treino todo dia, e saía sempre exausto, relembra o piloto.
A principal dificuldade vivida até o momento é com a navegação nas provas. Nunca tinha visto uma planilha até o ano passado e de vez em quando ainda me atrapalho com ela. Mas estou estudando bastante, conta.
Atualmente a rotina de Fabrício é bem mais tranqüila do que na época em que se aventurava pelas pistas de motocross do país. Ele mora em Ribeirão Preto, e freqüenta durante a semana uma academia, para trabalhar a parte física. No final de semana eu aproveito para treinar com a moto em uma pista mista que tem aqui na cidade. E procuro disputar o máximo de provas possível.
Apesar de já ganhar respeito dos adversários, em função dos resultados, Fabrício Marchesi ainda não conseguiu se profissionalizar. Segundo o piloto, esse processo depende do apoio de patrocinadores. Estou correndo atrás desse sonho meu, garante.
A falta de um investidor faz com que Fabrício ainda não tenha sequer desenvolvido um plano de viagem para o Rally dos Sertões.
Filho de um fazendeiro em Goiás, o piloto conta no momento com a ajuda da família para continuar tocando o sonho de viver do off-road. Tenho vários projetos para a carreira. Entre eles conhecer e participar do Paris-Dakar em 2006, revela, se referindo ao maior evento fora-de-estrada do mundo.
Até lá acho que já terei ganhado o know-how que os pilotos de ponta do Brasil já têm. E também espero já ter juntado US$ 40 mil para custear a viagem.
Este texto foi escrito por: Jorge Nicola
Last modified: maio 6, 2004