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“Fizemos a volta ao mundo menos poluente”, diz Moss

Redação Webventure/ Expedições, Outros

Moss viu poluição brasileira avançar sobre o Atlântico (foto: Renato Cukier)
Moss viu poluição brasileira avançar sobre o Atlântico (foto: Renato Cukier)

Na manhã chuvosa e de céu escuro desta segunda-feira, o brasileiro Gerárd Moss chegou a São Paulo para apresentar o Super Ximango, motoplanador que conduziu na volta ao mundo recém-completada. O desafio durou cem dias – muitos deles como este, de mau tempo – e terminou no último sábado (28/09), no Rio. Todos os detalhes foram trazidos aos internautas do site oficial do projeto, www.asasdovento.com.br, no Webventure.

Mais do que relatar a aventura, repleta de momentos delicados como a interceptação da aeronave por caças japoneses, Moss destacou a importância científica desta viagem. “Fizemos uma coleta inédita de amostras do ar por todo o trajeto. Vi coisas que realmente me chocaram, como uma mancha preta vinda da direção do Brasil ao Atlântico”, recorda.

Uma entrada de ar, localizada na asa direita do planador, permitiu que fossem retiradas amostras da atmosfera antes de ela ter contato com o motor do avião a cada seis segundos, em baixa altitude. Um filtro com espuma coletou os produtos tóxicos e a análise dos mesmos será feita em parte na Inglaterra e na UNESP (Universidade Federal do Estado de São Paulo).

Como pássaro – Outra característica notável do projeto foi a opção por um motoplanador, evitando o uso do motor em alguns sobrevôos, como no Grand Canyon, nos EUA, e nos Alpes, na Europa. “Esses foram os momentos que mais me deram prazer: voar como se fosse um pássaro”, conta o piloto. “Posso dizer que esta foi uma volta do mundo das menos poluentes que já fizemos.” No total, Moss passou 408 horas no ar.

Além da instalação desses equipamentos, do telefone por satélite e de duas microcâmeras, o Ximango teve a capacidade dos tanques de combustível aumentada em 100 litros, o que exigia muita habilidade do piloto no pouso para evitar quebras no caso de um impacto.

“Fora isso é o mesmo avião que veio da fábrica brasileira. Foi um orgulho levar o nome do nosso país a tantas nações. Estivemos na capa de diversos jornais pelo mundo”, resume Moss, que prepara um livro sobre a viagem. Antes disso, permanece na capital paulista para palestra e exibição da aeronave na Adventure Sports Fair, feira de esportes de aventura, que começa nesta quarta-feira (03/10), na Bienal do Ibirapuera.

Este texto foi escrito por: Luciana de Oliveira

Last modified: outubro 1, 2001

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