Manoel Morgado chega à Khumbu reencontrando amigos - Webventure

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Manoel Morgado chega à Khumbu reencontrando amigos

Redação Webventure/ Montanhismo

Morgado está em seu 44º trekking ao Everest (foto: Divulgação)
Morgado está em seu 44º trekking ao Everest (foto: Divulgação)

Depois de iniciar sua quadragésima quarta jornada ao Everest no último dia 26, o montanhista Manoel Morgado chegou nesta terça (30) à região de Khumbu, no Nepal. No quarto dia de trekking, Morgado emocionou-se ao reencontrar alguns amigos de longa data.

“Logo que chegamos a Lukla, Dawa, o dono do lodge que frequentamos há muitos anos nos chamou em seu escritório e nos ofereceu um cordão abençoado por um importante lama para que nossa escalada seja bem sucedida e para que possamos voltar sãos e salvos. Também nos deu um pequeno pacote com grãos de medicina tibetana preparados também por um lama para usarmos caso fiquemos doentes na montanha. E, como carinho final, nos ofereceu um copo de vinho australiano branco para brindar ao nosso sucesso apesar de ser nove da manhã. Iniciei o trekking com lágrimas nos olhos”, disse o escalador.

Conduzindo um grupo de 24 pessoas, o maior desde que começou suas aventuras pelo Everest, Morgado contou que todos os dias percebe mudanças em relação às atitudes e sentimentos de cada integrante da jornada.

“A cada dia sinto as pessoas mais relaxadas, mais contentes, mais se vendo como parte de um grupo que está dividindo uma experiência extraordinária. A cada dia chegamos cansados ao nosso lodge, mas tudo que vejo e sinto ao meu redor é a alegria de todos, as risadas, as histórias, os sentimentos de cada descoberta”, afirmou.

Experiências novas – Mesmo estando em seu quadragésimo quarto trekking ao Everest, o montanhista aprende coisas novas a cada escalada. De acordo com Morgado, todas as experiências que vive são intensas.

“Não há maneira de sair de uma escalada dessas sem que isso de alguma forma me transforme. Por tudo o que o Everest significa, pela duração de minha preparação, pela duração da escalada, pelos riscos envolvidos, pela dificuldade, sofrimento e alegrias. Cada vez mais sinto que chamar tudo isso de uma escalada apenas é reduzir essa experiência em algo muito menor do que é na realidade. Ela se aproxima muito mais de uma peregrinação em busca de auto conhecimento, de buscar estar em um lugar que desperta em mim o melhor que sou”, finalizou.

Este texto foi escrito por: Redação Webventure

Last modified: março 30, 2010

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