
Roma e Paterlini (foto: Thiago Padovanni/ www.webventure.com.br)
Os ciclistas Mario Roma e Julio Paterlini abriram o Circuito Webventure de Palestras de Aventura e contaram todos os detalhes do Cape Epic 2007, uma das maiores provas de Mountain Bike do mundo, com 900 km pela África do Sul. A dupla luso-brasileira concluiu a competição com pouco mais de 46 horas, em oito etapas.
No encontro que reuniu competidores de mountain bike, cicloturistas e interessados em grandes aventuras Mario e Julio tiraram dúvidas da platéia, falaram sobre a rotina na prova, as principais dificuldades e fizeram algumas comparações com as provas brasileiras. Da parte técnica, é como um Iron Biker de 120 quilômetros por dia, durante oito dias, explicou Mario. Porém no Cape Epic, o principal adversário é a subida, completou Paterlini.
O evento foi aberto com um vídeo sobre a edição 2007 da prova. Todos os competidores voltam para casa com um DVD editado sobre o Cape. Além das imagens, a dupla mostrou uma galeria de fotos, a maioria de autoria de Andrea Fadiga, esposa de Mario, que acompanhou a dupla durante todos os dias.
Eles encorajaram os presentes a participar da prova. Acredito que uma pessoa comum, com treinamento sério e focado, consegue concluir a prova. Não vai ganhar, porque lá se compete contra campeões olímpicos, mundiais e do Tour de France, mas vai divertir bastante, com certeza, comentou Julio. A inscrição e a passagem aérea sai em torno de U$ 2.500, e é um ótimo custo-benefício, concluiu Mario.
Próximos desafios – Em menos de dois meses Julio irá enfrentar o Race Across America, prova que cruza os Estados Unidos do Pacífico até o Atlântico. O santista é especialista em estrada e se aventurou pela primeira vez no MTB no Cape Epic.
Já Mario Roma terá mais tempo para treinar. Seu próximo compromisso é a Transrock, prova de ultramaratona de MTB, no Canadá. A Transrock é o fim do meu círculo das ultramaratonas [Mario já participou do Transalp, além do Cape Epic], no Canadá. É uma prova que já tem dez anos, nas montanhas rochosas canadenses, é muito fria e extremamente técnica de pilotagem. O local é muito frio, úmido e tem muitas raízes de árvores, explicou o português.
Este texto foi escrito por: Daniel Costa
Last modified: abril 26, 2007