Foto: Pixabay

Relatório vai indicar valor da multa para Petrobras

Redação Webventure/ Destino Aventura, Outros

Óleo não chegou a atingir as praias. (foto: Arquivo Destino Aventura)
Óleo não chegou a atingir as praias. (foto: Arquivo Destino Aventura)

A Feema (Fundação Estadual de Engenharia e Meio Ambiente) vai entregar até o fim da tarde de hoje (15/05) o relatório sobre o acidente em um navio da Transpetro, subsidiária da Petrobras, que ontem fez vazar petróleo na baía de Ilha Grande, região de Angra dos Reis, litoral sul do Rio de Janeiro. O material será encaminhado à Comissão Estadual de Controle Ambiental e a Petrobras poderá receber uma multa de 5 a 50 milhões de Reais.

Por ser fino e de fácil evaporação, o óleo não chegou a atingir as praias da região, umas das mais procuradas por turistas no Estado do Rio. Como o mar esteve agitado na manhã de hoje, parte do óleo passou sob as barreiras de contenção, fragmentando-se em pequenas manchas.

Ainda não se sabe o volume de óleo que vazou, mas estima-se que foram cerca de 16 mil litros, valor inferior ao de um caminhão-tanque. A contenção e o recolhimento do óleo foram ações do Plano de Contingência da Petrobras, acompanhado pelos técnicos da Feema. Além de técnicos da Feema e da Petrobras, funcionários da prefeitura de Angra estão participando da operação de contenção do óleo.

Navio “não era velho” – O vazamento começou ontem, em um tanque central no lado direito, durante uma operação de bombeamento do óleo importado da Nigéria entre a embarcação e o terminal da baía. A Transpetro se defende da eventual acusação de dolo no acidente com o Brotas, alegando que o navio não era velho e havia passado por manutenção há dois anos, dentro portanto da revisão obrigatória de três anos prevista pela Marinha.

Se a Petrobras for multada, será a sétima vez nos últimos 12 meses por conta de vazamentos de petróleo na costa brasileira. O Plano de Contingência foi criado pela empresa após um dos maiores acidentes ecológicos do país, em janeiro de 2000, quando o rompimento de um oleoduto derramou 1,3 milhão de litros de óleo na baía da Guanabara, também no Rio de Janeiro.

Acidentes em série – No maior acidente da sua história, na Refinaria do Paraná, quando vazaram 4 milhões de litros de óleo, em julho de 2000, a empresa chegou a ser multada em 168 milhões de reais, recorrendo posteriormente e pagando multa de 40 milhões de reais.

Em relação ao acidente da baía da Guanabara, a multa foi de 50 milhões de reais; e pelo afundamento da plataforma P-36, na Bacia de Campos, em março de 2001, a multa foi de 20 milhões de reais.

Este texto foi escrito por: Webventure

Last modified: maio 15, 2002

[fbcomments]
Redação Webventure
Redação Webventure